terça-feira, 25 de outubro de 2011

Cientistas usam modelo em 3D para estudar o vírus do sarampo

    Uma equipe do Instituto de Biotecnologia da Univesidade de Helsinki, na Finlândia, criou um modelo 3D para representar o vírus responsável por causar sarampo em humanos. Para os especialistas, o novo modelo ajuda na compreensão de aspectos da vida do micro-organismo que antes passavam despercebidos.

       Proteína pode ter papel fundamental na replicação do micro-organismo.
Estudo foi divulgado na revista científica norte-americana 'PNAS'.


Modelo do vírus em 3D (Foto: Reprodução)
Modelo do vírus em 3D (Foto: Reprodução)



       O estudo foi divulgado na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).
      O sarampo é uma doença altamente contagiosa e responsável pela morte de mais de 100 mil pessoas por ano no mundo.
      Segundo as últimas estatísticas da Organização Mundial da Saúde, 33 países na Europa reportaram casos confirmados de contaminação pelo vírus em 2011. No caso da Finlândia, a maior parte das infecções ocorreu por exposição das crianças a agentes externos, já que o país administra vacinas eficientes contra a doença logo na infância.
       O vírus do sarampo pertence a um grupo de vírus que contém uma proteína vital à relação do micro-organismo com a célula que infecta. O grupo de pesquisa finlandês mostrou que essa proteína forma "tubos" ao redor do genoma do vírus. Para os cientistas, a estrutura formada a partir daí ajudaria na replicação do vírus e no movimento do genoma do micro-organismo pela célula contaminada.
       A estrutura do vírus do sarampo é parecida com a de outros agentes causadores de doenças como gripe e a bronquite aguda, segundo a equipe, que vai continuar os estudos com outros micro-organismos para estudar outros detalhes moleculares que possam levar ao desenvolvimento de novas drogas antiviral.
Fonte: G1

sábado, 22 de outubro de 2011

Maioria das empresas em biotecnologia é de pequeno porte


Criação de  uma política nacional para o setor está em andamento


Da Agência Sebrae de Notícias
 Shutterstock
O Decreto 6041, que cria políticas nacionais de desenvolvimento em biotecnologia, foi um dos temas do debate realizado nesta sexta-feira (21) na capital mineira durante o Workshop Negócios em Biotecnologia. Cerca de 85% do setor é composto por pequenas empresas.

Para o secretário de Inovação do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Nelson Fujimoto, a biotecnologia “está inserida e vai impactar diversas cadeias produtivas no Brasil, como saúde (vacinas, anticorpos e hemoderivados), agropecuária, indústria de alimentos e biocombustíveis”. Ele ressaltou que as ideias produzidas nesse fórum serão utilizadas na construção da política de biotecnologia do Plano Brasil Maior do governo federal.

Wilker Ribeiro Filho, especialista em projetos da Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), lembrou que os investimentos em biotecnologia são altos e chegarão a R$ 43 milhões em inovação no agronegócio, R$40 milhões para inovação na saúde e de R$211 milhões para fomento ao investimento produtivo.

O presidente da Associação Brasileira de Biotecnologia, Fernando Kreutz, afirma que o setor possui grande dependência de investimentos públicos. “Apenas 14% do investimento em biotecnologia é privado. Essa é uma grande oportunidade para empresas, já que o potencial de conhecimento e geração de tecnologias é enorme.”

Outro ponto de melhoria no setor, apontado por Kreutz, é escassez de recursos humanos. Para ele, “os profissionais de biotecnologia preferem trabalhar em universidade pública em vez de se arriscar no mercado empresarial”.

A analista do Sebrae em Minas Gerais, Carla Batista, alertou sobre a importância do associativismo. “Para que isso aconteça, as empresas e instituições devem mudar a postura de participação, não estando presentes apenas em articulações políticas e capacitações. É essencial que trabalho seja feito para alavancar negócios estratégicos, com inovação compartilhada e apontando os setores que vão absorver os produtos de biotecnologia”, afirma.

Outros seminários de biotecnologia estão programados para os próximos dias: 26 de outubro em Porto Alegre e 4 de novembro em Pernambuco, no Encontro Estadual de Biotecnologia.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Alface transgênica produz kit de diagnóstico da dengue

Biotecnologia
       Uma pesquisa brasileira está desenvolvendo um método que utiliza alface transgênica para diagnosticar o vírus da dengue.
      O trabalho conta com a participação de cientistas da Universidade de Brasília (UnB), Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e da Fiocruz.
     A ideia é produzir um kit de diagnóstico mais econômico e eficiente para agilizar a detecção da doença pela rede pública de saúde no Brasil.
     A biotecnologia pode ser uma forte aliada da saúde humana: os kits de diagnósticos à base de plantas custam cerca de um décimo do preço dos convencionais.
Diagnóstico da dengue será feito com auxílio de alface transgênica
O processo de transformação genética das alfaces consiste na introdução de uma parte do gene do vírus da dengue no DNA do cloroplasto de alfaces.[Imagem: Embrapa]

Alface transgênica
     O processo de transformação genética das alfaces consiste na introdução de uma parte do gene do vírus da dengue no DNA do cloroplasto de alfaces.
      As plantas são então colocadas em um meio de cultura com antibiótico, que garantirá que apenas as células que receberem o gene do vírus sobrevivam.
      Por fim, as plantas são transferidas para um tubo para regeneração.
      Esse processo leva cerca de quatro meses e as alfaces geneticamente modificadas são mantidas em casas de vegetação seguras e específicas para esses organismos na Unidade da Embrapa.
Reagente
     Na etapa seguinte, a alface transgênica produz uma partícula viral defeituosa, que será usada para a criação de um reagente.
     Será este reagente que fará parte do kit de diagnóstico da dengue.
     Para fazer o exame, o reagente é misturado ao sangue coletado do paciente.
     Conforme a reação, o medicamento indicará se o paciente está ou não com os anticorpos do vírus da dengue.
     O antígeno está em fase de testes. Os cientistas estimam que ele poderá chegar ao mercado dentro de dois anos.

Referência em transgênicos

     Em cinco anos, o Brasil se consolidou como segundo maior produtor de grãos transgênicos do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, e se transformou em um centro de negócios para as indústrias de sementes geneticamente modificadas (GMs). Destravou o sistema de avaliação dos organismos GMs e passou a ser citado pelo setor como exemplo para Europa, Ásia e África.
     Quem elogia as mudanças que fizeram da produção transgênica uma bandeira nacional são os representantes das indústrias e os pesquisadores que mais criticavam a lentidão na aprovação das sementes. Eles comemoram o quadro atual como uma vitória de organizações como o Conselho de Infor­­mações sobre Biotecnologia (CIB), que completou 10 anos e tem entre seus 29 associados as indústrias multinacionais Monsanto, Syngenta, Basf e Bayer, principais investidores do setor.
     O país aprovou 33 sementes GMs desde 1998 - 23 delas nos últimos três anos. O sistema de avaliação deslanchou depois da criação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), em 2005. Os 27 membros da organização estão levando menos de um ano para liberar a produção comercial de organismos geneticamente modificados.
     "O Brasil vive um novo mo­­mento desde 2005. A CTNBio tem feito um trabalho exemplar na avaliação e liberação de sementes seguras para o consumidor e o meio ambiente", disse a diretora-executiva do CIB, Adriana Brondani. Ela defende que o país se tornou referência não apenas por tomar decisões mais rapidamente, mas também por ter adotado um marco regulatório estruturado.
     Apesar de ter aprovado a importação de 36 tipos de transgênicos - para consumo humano e produção de ração animal -, a maior parte da União Europeia proíbe o cultivo de transgênicos, disse Sylvia Burs­­sens, pesquisadora da Univer­­sidade de Gent (Bélgica). Milho e batata geneticamente modificados foram autorizados isoladamente por seis países que integram a UE, relata.
     Ela traçou o panorama no seminário dos 10 anos do CIB, comemorados há uma semana. A plateia se manifestou criticando a postura europeia, que aceita consumir mas não libera a produção, pela pressão de organizações de defesa do ambiente e dos direitos do consumidor.
     Os problemas que travam a adoção de transgênicos na Ásia vão além da resistência oficial. "Temos dois grupos diferentes de produtores, o que tem acesso a comunicação e o que não tem. Esses agricultores mais isolados estão com 58 anos de idade em média. Como chegar a eles e falar sobre biotecnologia?", indagou Siang Hee Tan, Ph.D em Biologia Molecular pela Universidade de Ikayama (Japão).
Embates mantêm a CTNBio sob cobrança constante
     A atuação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) vem sendo fortemente questionada por pesquisadores e representantes de organizações que defendem o ambiente e os direitos dos consumidores. Nu­­ma verdadeira guerra de argumentos, em que saem derrotados ou não chegam a ser ouvidos, eles alertam que as liberações incorrem em falta de rigor científico e descumprimento de exigências legais.
     "A CTNBio nunca negou um pedido de liberação comercial de um transgênico", questiona Ana Carolina Brolo de Almeida, advogada da Terra de Direitos, organização que estuda entrar na Justiça Federal contra a liberação do feijão transgênico da Embrapa, que ocorreu em 15 de setembro. "Estamos aguardando prazo de 30 dias que as entidades de registro e fiscalização possuem para possível apresentação de recurso junto ao CNB (Conselho Nacional de Biossegurança)".
     O próprio Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) colocou em xeque a liberação do feijão. Para o presidente do Consea, Renato Maluf, faltam es­­tudos para provar que a semente resistente ao mosaico dourado - principal doença do feijoeiro - é segura para a saúde e o ambiente.
     Na votação da CTNBio, 15 membros foram favoráveis, dois se abstiveram e cinco disseram que faltavam estudos, pedindo diligências. Mesmo assim, a liberação foi considerada válida. Na interpretação da comissão, pedido de diligência não é voto contrário. E, para derrubar a liberação, seriam necessários 14 votos contrários (maioria entre os 27 membros).
     A CTNBio já está acostumada a "preconceitos e equívocos relacionados à ciência por entidades da sociedade civil e por profissionais dos órgãos de imprensa", respondeu o presidente da comissão, Edilson Paiva. Ele afirma estar do lado do avanço da biotecnologia.
As 33 liberações de sementes permitiram que os transgênicos passassem a cobrir mais da metade dos 50 milhões de hectares destinados pelo país à produção de grãos (dois terços da área da soja e dois terços do plantio de milho de inverno, além de metade da área do milho de verão). A tecnologia facilita o controle de ervas daninhas e insetos, mas não implica necessariamente em redução de custos ou no uso de agrotóxicos.
     O embate ideológico parece ocorrer num plano diferente daquele em que trabalha o pesquisador Francisco Aragão, um dos líderes do projeto do feijão transgênico da Embrapa. Ele relata que foram realizados testes inclusive além do necessário para se comprovar que a alternativa é segura. "O feijão transgênico não interfere na vida de insetos nem na de micro-organismos do solo, e tem as mesmas propriedades do alimento tradicional." "As proteínas produzidas pelo feijão Embrapa 5.1 são as mesmas", acrescenta Josias Faria, que desenvolveu a pesquisa com Aragão.
     A Embrapa planeja exportar a tecnologia para países como Argentina e Estados Unidos. Se isso ocorrer, o Brasil poderá cobrar pelo uso das sementes. Por enquanto, os pesquisadores se dedicam à produção da semente transgênica em duas variedades: pontal e pérola, ambas cariocas. Depois dessa fase é que ocorrerá a multiplicação em larga escala.
Gazeta do PovoFONTE: Suinocultura Industrial

Cientistas fazem milagre da multiplicação dos elétrons

     

Cientistas fazem milagre da multiplicação dos elétrons



Cada círculo representa um ponto quântico. O acoplamento de diversos deles permite ajudar os elétrons excitados pelo fóton (azul) a escapar da recombinação de Auger. [Imagem: Aerts et al.]








Multiplicação das cargas
      Em uma célula solar, cada fóton excita um elétron, que vai compor a energia elétrica gerada.
     Mas, nas células solares de pontos quânticos, cada fóton pode excitar diversos elétrons, o que as torna potencialmente muito mais eficientes.
     Esse fenômeno, chamadomultiplicação das cargas, permite um rendimento líquido em torno de 44%, mais do que o dobro das melhores células solares atuais.
     Os pontos quânticos são nanocristais de materiais semicondutores que podem ser fabricados em reações químicas de alto rendimento, em soluções líquidas, o que os torna potencialmente muito baratos, além de serem aplicáveis em substratos plásticos flexíveis.
Aproveitamento das cargas multiplicadas
     Mas havia um problema: os elétrons movimentados pela multiplicação das cargas vivem um tempo curto demais, acabando por colidir com outros e "desaparecer", em um processo conhecido como recombinação de Auger.
     Agora, cientistas da Universidade de Delft, na Holanda, demonstraram que é possível capturar vários elétrons produzidos pela absorção de um único fóton usando pontos quânticos acoplados, dispostos em uma película fina.
     Esta é a mesma equipe que detectou experimentalmente pela primeira vez, em 2008, esse efeito avalanche dos elétrons.
     Desde então eles vêm tentando descobrir uma forma de tirar proveito prático dele.
Escapando da recombinação
     Os cientistas prepararam filmes de pontos quânticos nos quais os elétrons podem se mover entre os diversos pontos quânticos de forma tão eficiente que eles se libertam e começam a se mover livremente, antes de serem absorvidos pela recombinação de Auger.
     Desta forma, os elétrons não apenas se movem livremente pelo material, como também ficam disponíveis para serem capturados pela célula solar e dirigidos para fora através de um eletrodo.
     O experimento mostrou a possibilidade de capturar, em média, 3,5 elétrons por partícula de luz absorvida, mostrando o potencial futuro dessas células solares flexíveis.
     O próximo passo da pesquisa é construir os primeiros protótipos das novas células solares.
Bibliografia:


Free Charges Produced by Carrier Multiplication in Strongly Coupled PbSe Quantum Dot Films
Michiel Aerts, C. S. Suchand Sandeep, Yunan Gao, Tom J. Savenije, Juleon M. Schins,, Arjan J. Houtepen, Sachin Kinge, Laurens D. A. Siebbeles
Nano Letters
12 October
Vol.: 11 (10) 4485 - 4489
DOI: 10.1021/nl202915p
Fonte; inovação tecnológica

Curso Desenvolvimento Sustentável e Sustenômica

Agência FAPESP – Entre 24 e 28 de outubro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) realizará em seu Centro Regional da Amazônia, localizado em Belém, o curso "Desenvolvimento Sustentável e Sustenômica".
Promovido em parceria com o Instituto Tecnológico Vale Sustentável, o curso será ministrado pelo físico e economista do Sri Lanka Mohan Munasinghe, que compartilhou o prêmio Nobel da Paz em 2007 como vice-presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC-AR4).
A programação do curso inclui discussões sobre o desenvolvimento de uma base transdisciplinar chamada sustenômica, além da abordagem sobre o desenvolvimento sustentável de forma abrangente, equilibrando métodos analíticos e critérios de tomada de decisão para tornar o desenvolvimento econômico, ambiental e socialmente mais sustentável.
Os participantes devem ser graduados nas áreas de: engenharia, economia, energia, políticas públicas, ciências biológicas, ciências sociais ou áreas afins e ter capacidade de se comunicar em inglês.
As vagas são limitadas e as indicações de participação devem ser feitas por meio de ficha de inscrição obtida e enviada para o e-mail: cursos.itvds@vale.com. A inscrição é gratuita.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Site do Curso de Biotecnologia UFSCar Campus São Carlos entra no ar!!!!!









            Hoje, dia 13 de outubro de 2011 foi comunicada em reunião do Conselho do Curso de Biotecnologia, a inauguração do site oficial do Curso de Bacharelado em Biotecnologia campus São Carlos, esse site foi desenvolvido pela coordenação do curso. Nele podemos ver inicialmente uma breve apresentação do curso com ênfase em Genética e Biologia Molecular e da vocação da cidade de São Carlos para recebê-lo, além dos aspectos multidisciplinares envolvidos na formação do profissional graduado em biotecnologia (biotecnologista).


Além disso, há dados da administração do curso, qual o perfil do profissional que é formado nesse curso, a matriz curricular do curso, o projeto pedagógico (Que em breve estará disponível), alguns regulamentos internos como o do TCC, de estágio curricular e de atividades complementares (ACC).

Há ainda informações sobre os horários das turmas do curso, o calendário acadêmico da universidade, a localização do departamento dentro da Universidade Federal de São Carlos, há também um campo para notícias e informações a respeito do curso, dados sobre os integrantes do Conselho de Curso e das reuniões já realizadas.

Dessa maneira, o Blog da Biotecnologia vem parabenizar a iniciativa de transparência da coordenação do curso e desejar muito progresso na estruturação, no desenvolvimento e na consolidação da qualidade do ensino e da formação do profissional nessa promissora carreira.
logobiotec

Alternativa para Alzheimer

Agência FAPESP – Uma pequena parte de um receptor cerebral acaba de ser anunciado por um grupo de cientistas nos Estados Unidos como um alvo promissor para o desenvolvimento de novos medicamentos contra Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas.

A pesquisa sobre o receptor, um aminoácido denominado NMDA (N-metil-D-aspartato), foi feita na Universidade de Buffalo e teve seus resultados descritos em artigo publicado na terça-feira (11/10) na Nature Communications.

“É a primeira vez que essa região do cérebro se mostrou útil como um alvo de drogas. Se pudermos encontrar um composto químico que se ligue nessa região e prenda as subunidades dos receptores NMDA, o resultado será muito importante na busca de alternativas de tratamentos para danos provocados por acidentes vasculares cerebrais (AVC), Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas”, disse Gabriela Popescu, principal autora do estudo.

A pesquisa foi focada nos receptores cerebrais para o neurotransmissor glutamato, que está envolvido com tais doenças bem como outras condições, como o glaucoma.

Os dois principais receptores no cérebro para o glutamato são o NMDA e o AMPA, ambos com papéis fundamentais na memória e no aprendizado humano. Os dois são compostos de quatro subunidades, sendo que dentro de cada receptor essas subunidades são organizadas em pares.

Como os dois receptores têm estruturas semelhantes, os cientistas estimavam que eles funcionassem de modo parecido. “Mas quando alteramos a interface de seus pares – o local em que as duas subunidades se agrupam com cada par –, verificamos que o NMDA funciona da maneira oposta do AMPA”, contou Popescu.

Ao travar as duas subunidades juntas, o grupo conseguiu obter uma redução expressiva na atividade do NMDA e, consequentemente, uma diminuição na quantidade de cálcio que entra os neurônios em resposta ao glutamato.

O excesso de cálcio devido à maior atividade de receptores NMDA é o que eventualmente terminará por matar neurônios, levando aos sintomas comuns que ocorrem após um AVC ou doenças neurodegenerativas.

A droga Namenda, um dos medicamentos atuais que atuam no receptor NMDA, tem como alvo um local diferente dentro do receptor daquele pesquisado pelo grupo da Universidade de Buffalo. Os pesquisadores esperam que o novo alvo possa resultar no desenvolvimento de drogas mais eficientes.

O artigo NMDA receptor activation requires remodelling of intersubunit contacts within ligand-binding heterodimers (doi:10.1038/ncomms151), de Popespcu e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Communications em www.nature.com/ncomms.

Fonte: Informativos Fapesp

Bolsa Estágio de Pesquisa no Exterior (De iniciação científica à pós-doutorado)

FAPESP lança Bolsa Estágio de Pesquisa no Exterior

A FAPESP lança nova modalidade de Bolsa, a Bolsa Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE). A finalidade é apoiar a realização de estágios de pesquisa de curta e média duração no exterior, por bolsistas da FAPESP de Iniciação Científica, Mestrado, Doutorado/Doutorado Direto e Pós-Doutorado.

O estágio de pesquisa no exterior é obrigatoriamente parte integrante de bolsa de pesquisa regular no país, não podendo ser solicitado independentemente. A duração é variável, a partir de um mês, e de acordo com a modalidade de bolsa regular FAPESP usufruída pelo candidato.

A FAPESP considera prioritário o apoio à realização de estágios de pesquisa no exterior por seus bolsistas. As propostas de BEPE devem demonstrar que o estágio de pesquisa no exterior trará substancial contribuição para a pesquisa que o bolsista desenvolve no Brasil, objeto da Bolsa Regular no País.

A instituição no exterior deverá ter liderança internacional na área em que o bolsista realizará o estágio de pesquisa. A instituição e o pesquisador no exterior terão de manifestar formalmente a concordância com o projeto de pesquisa e o aceite do bolsista durante o estágio de pesquisa, sem custos para a FAPESP outros que os decorrentes da concessão da bolsa e seus benefícios.

O período da BEPE não será descontado da duração da bolsa no país. A bolsa no país será interrompida para o desenvolvimento do estágio no exterior e, no retorno do bolsista, será reativada pelo período integral restante da concessão.

Os valores das mensalidades da BEPE são: US$ 1.100 em Iniciação Científica; US$ 1.300 em Mestrado; US$ 1.600 em Doutorado ou Doutorado Direto; e US$ 2.800 (mais R$ 5.333,40) em Pós-Doutorado. A esses valores somam-se Reserva Técnica, auxílio instalação (para bolsas com duração de três meses ou mais) e seguro-saúde.

Valorização da experiência internacional

A FAPESP reconhece a importância do intercâmbio de pesquisadores em formação com grupos de pesquisa do exterior, que já era possibilitada pela interrupção de bolsas regulares que a Fundação concede no país para o usufruto de bolsas no exterior, financiadas por outras agências, assim como pelo uso da Reserva Técnica das bolsas no país para período de até seis meses no exterior, sem interrupção da bolsa FAPESP.

No curso do contato regular que a Fundação mantém com a comunidade científica, no intuito de identificar suas demandas e avaliar os efeitos das políticas de fomento que aplica, tornou-se clara a necessidade de adoção de novas modalidades de apoio à realização de estágios de pesquisa no exterior para pesquisadores em formação e para aqueles desenvolvendo estágios de pós-doutoramento.

Nas solicitações de bolsas no país, a FAPESP passará a incentivar a apresentação de propostas que contemplem, durante sua vigência, um estágio de pesquisa no exterior. A previsão de estágio de pesquisa no exterior, que deve integrar o projeto de pesquisa apresentado na proposta de Bolsa Regular no País, será considerada quesito positivo no processo de análise de mérito da solicitação da bolsa.

Mais informações: www.fapesp.br/bolsas/bepe

Fonte: Fapesp

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Encontros e Cursos do CIEGB - 2012

Os cursos teóricos e práticos promovidos pelo CIEGB (Centro Internacional de Engenharia genética e Biotecnologia) , têm duração de 1 a 2 semanas e são realizados todo o ano em Trieste, Nova Deli e nas Instituições de Ensino e Pesquisa dos Países Membros.

O calendário de 2012 contém os cursos que serão realizados, assim como o endereço para obtenção de informações e para a inscrição em cada curso.

Antes de preencherem o Formulário de Inscrição (on-line para alguns cursos e disponível nas versões em pdf, ou em word), os interessados devem observar o prazo para inscrições e os requisitos mínimos para cada curso.

Os candidatos de países membros podem aplicar para receber financiamento do CIEGB para cobrir custos de acomodação (dupla) durante a realização do curso; as despesas com passagens não são financiadas pelo ICGEBou pelo MCT. Geralmente, não há pagamento de taxa de inscrição.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Clonagem humana gera células-tronco embrionárias

Clonagem humana gera células-tronco embrionárias

Clonagem humana

Cientistas afirmam ter criado células-tronco humanas por meio de clonagem.

Essencialmente, a técnica envolve pegar um óvulo humano e combiná-lo com uma célula de outra pessoa adulta, sem retirar o DNA original da célula.

Esta área de pesquisas é altamente controversa, não apenas por suas implicações éticas, mas também por causa de uma fraude científica recente.

Em 2004, o cientista sul-coreano Hwang Woo-suk ganhou fama meteórica ao anunciar que teria produzido uma linhagem de células-tronco geradas a partir do embrião de um clone humano.

Como todo bom meteoro, Hwang queimou-se na atmosfera quando se descobriu que ele tinha forjado resultados, além de ter obtido os óvulos de forma antiética e ilegal.

Preservando o DNA

Agora, Scott Noggle, Dieter Egli e seus colegas do Laboratório da Fundação de Células-Tronco de Nova Iorque (EUA), anunciaram, em um artigo publicado na revista Nature, ter alcançado resultados intermediários, mas por uma via diferente.

Eles usaram uma tecnologia de clonagem chamada transferência de núcleos de célula somática.

A técnica mais comum de clonagem consiste na remoção do núcleo de um óvulo e sua substituição pelo núcleo da célula do doador, cujo DNA é então inserido no óvulo inicial. Imerso em nutrientes, o óvulo se divide, passando então por uma reprogramação genética, assumindo o DNA do doador.

Na nova técnica, o DNA do óvulo é mantido, recebendo o material genético de células epiteliais de um doador adulto.

Células-tronco embrionárias clonadas

O resultado é uma célula triploide, com três pares de cromossomos: 23 do óvulo original e 46 (dois pares de 23) da célula do doador - teoricamente um embrião inviável, embora ele não tenha sido deixado para se desenvolver.

O óvulo se desenvolveu até o estágio conhecido como blastocisto, composto por cerca de 100 células.

O blastocisto é usado como fonte de células-tronco embrionárias, usadas em inúmeras pesquisas e vistas como um recurso futuro para a cura de várias doenças.

Os cientistas afirmam ter visto nas células do embrião triploide indícios de células-tronco embrionárias normais, o que comprovaria a importância de se manter o DNA original do óvulo.

Isto também pode ser uma demonstração de que as chamadas "técnicas tradicionais" de clonagem não são eficientes como se acreditava.

Células-tronco personalizadas

A clonagem é um recurso idealizado para evitar o problema da rejeição que ocorre quando um paciente recebe células-tronco de um doador.

Neste caso, o sistema imunológico do receptor vê as células-tronco como invasoras, exigindo o uso de imunossupressores, o que complica e pode até inviabilizar o tratamento.

Com a clonagem, torna-se teoricamente possível criar "células-tronco personalizadas", criadas com o próprio DNA do receptor, evitando então o problema da rejeição.

Ética na clonagem

A pesquisa está em um passo bastante inicial. Um editorial da revista Nature, onde a pesquisa foi publicada, afirma que os embriões triploides são geneticamente anômalos e inviáveis.

Os pesquisadores vão precisar ainda produzir um embrião diploide, com 46 cromossomos, antes de pensar em usar terapeuticamente as células-tronco clonadas.

Se eles conseguirem, recomeçará então todo o debate ético sobre o que fazer com estes embriões, até que ponto eles poderão ser deixados crescer, e se será permitida a realização da clonagem reprodutiva.

"Pode ser um bom momento para as Nações Unidas começarem a forjar regulamentações ou restrições sobre a clonagem, que têm estado paralisadas pelo debate político e religioso," afirma a revista Nature em editorial. "[E] pacientes desesperados vão encontrar médicos prontos a lhes dar tratamentos com células-tronco embrionárias não-comprovados e inseguros."

Fonte: Diário da saúde

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